Anuais sul-americanos, também quero!

Um desafio para qualquer criador de killies é conseguir o seu primeiro casal de uma espécie anual sul-americana. É um desafio, pois parece ser o caminho natural daqueles que já adquiriam alguma experiência criando não anuais e desejam ampliar a sua criação com um peixe diferente e também é um desafio para conseguir o primeiro casal. Conheci pessoas que só conseguiram ovos de SAA (South American Annuals), ou melhor, anuais sul-americanos, comprando ovos em sites de leilão especializados, por meio de importação. Isso parece muito estranho, pois se os peixes são da américa do sul e no Brasil temos muitas espécies nativas, por que alguém precisaria importar ovos? Simpsonichthys picturatus "BSFS 08/02" Ibotirama
 

Simpsonichthys picturatus "BSFS 08/02" Ibotirama 

Tudo começa com a motivação principal dos criadores de killifish, que é a troca de experiências e de espécies entre criadores, sem motivação empresarial de qualquer tipo. Vendas de exemplares ou de ovos são raras e acontecem para cobrir custos de manutenção ou para ajudar alguém que está iniciando, ou reiniciando, a sua criação e não possui nenhuma espécie para trocar.
Se o comércio destas espécies fosse estimulado, rapidamente apareceriam espertinhos que só coletariam exemplares na natureza e os venderiam como lebistes (sem ofensa aos poecilídeos e seus criadores). Além desta prática ser proibida pelo Ibama, nenhum criador que se preze iria gostar de ver um biótopo ser explorado desta maneira. O comércio destas espécies, portanto, não pode e não deve ser estimulado. Agora você deve estar pensando: "Mas são tão bonitos! Também quero!"

Bem, se é isso que você quer, tenha paciência. Entre nos fóruns especializados e converse com outros criadores. Crie não anuais por um tempo, troque experiências e participe das discussões. Eventualmente algum criador mais experiente e reconhecido na comunidade terá alguns ovos disponíveis e você terá a oportunidade de que precisa. Mas não se aventure sem antes conhecer o assunto. Eclodir os ovos assim que chegaram do correio e só depois tentar descobrir o que dar de comida para os seus peixes é uma receita certa para o desastre. Já ter uma rotina de criação estabelecida ajuda muito e caso tenha dúvidas, pergunte. Se ninguém souber responder, aprenderemos juntos.

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Comentários

Excelente artigo e bonitas fotografias deste exemplar.
Concordo, quando diz que à que preservar os biótopos e não estimular o comercio de espécies.

A minha opinião é de que a troca de exemplares (Anuais e Não Anuais) deve ser mantida entre aficionados mas recorrendo-se sempre a exemplares nascidos em cativeiro.
Os apaixonados por Killies tendem a manter as espécies puras, evitando cruzamentos que iriam geram exemplares híbridos.